domingo, 12 de julho de 2009

Amor 2.0: Evolução ou Degradação?



O pensamento assaltou-me já por um punhado de vezes, borbulhando-me na mente. A questão que a princípio se poderá afigurar de teor básico assume na realidade proporções inquietantes: - Afinal onde param realmente as verdadeiras histórias de amor? Aquelas que não cedem face à artificialidade da marcha triunfante onde meios tecnológicos predominam e assumem cada vez mais um papel relevante, numa função que até então era guiada pelo mero destino e acaso, deambulando pelas ruas de uma qualquer paixão.

A força avassaladora com que as novas tecnologias interferem de forma decisiva na forma como nos relacionamos com o próximo, assume um carácter já de si assustador. Ao efectuar uma retrospectiva, tento avivar a memória e relembrar-me de como era então, efectuado o processo, e confesso que é preciso um tremendo esforço mental e temporal nessa viajem ao passado, que agora parece-me estranhamente distante.

O avanço da tecnologia e a sua consequente entrada em cena abriram novas portas no panorama do amor, potencializando e facilitando o processo de aproximação. O uso e recorrente abuso dos meios digitais, assenta na tese da transformação de emoções físicas embrenhadas no contacto físico em autênticos sentimentos virtuais.

Que é feitos dos amores à primeira vista, do impacto vibrante, estonteante, que emana de um olhar que se troca e cruza virgem, pela primeira vez. Onde nos perdermos, sem perceber, que na realidade tudo à volta deixou simplesmente de existir, que o mundo de facto parou, mas o coração palpita por si só, como se desse olhar trocado dependesse a sua existência.

Na actual realidade proliferam, os vulgos catálogos de pessoas online, onde numa pesquisa felina e certeira, deparamo-nos com milhentas opções à nossa disposição, verdadeiros alvos para nos “apaixonar-nos”. Como se fosse na realidade possível, fruto de uma ingenuidade tremendamente falsa, ludibriar o pressuposto de que não se escolhe quem ama. Critérios são seleccionados de acordo e de forma a enquadrarem-se nas pretensões. Não posso deixar de ser sarcástico ao visualizar a panorâmica sobre o que de mais superficial um ser humano pode ostentar.

O que possui eventualmente o poder de nos aproximar, acaba por ironicamente nos afastar irremediavelmente e de forma clara, pois o contacto físico de um simples toque de pele é quebrado, e aos poucos devorado e substituído por um contacto absolutamente frio, baseado na distância de proximidade oferecida por um qualquer ecrã de computador.

Porventura, uns chamar-me-ão, romântico invertebrado, outros, um clássico sonhador. Mas não é de ânimo leve que lidarei com a espécie de revolução, que alguns têm como dado adquirido, tratar-se apenas e só do processo dito normal da evolução, num sentimento que se quer puro, genuíno e aleatório. Na realidade nunca fui grande fã de romances pré-fabricados, que previamente são cozinhados e estão prontos a servir como se um aparatoso prato gourmet trata-se.

35 comentários:

Margarida disse...

Eu não acredito no amor "virtual" vá... Digamos assim. Pessoas que se apaixonam na net e depois conhecem-se e bla bla bla. Acredito que as novas tecnologicas (net, tlm, etc) ajudam a aproximarmo-nos (fisicamente) dos outros MAS, apenas e só, se nós quisermos. O que eu gosto mesmo é daquilo que tu falas aí. Mas, as novas tecnologicas são sem dúvida uma ferramenta que podem, ou não, aproximar-nos de uma pessoa. Apesar de achar que perde algum brilho, acho que estas tecnologias são apenas um meio para que isso tudo aconteça. Porque não acredito no amor apenas via sms ou net... E se a pessoa realmente se apaixona, é uma pura ilusão. Isto porque nunca conhecemos uma pessoa pela net ou pelo tlm... Não dá. Como eu costumo dizer, eu sou uma pessoa mais virada para o físico. Prefiro estar com uma pessoa, a falar com ela ao telemóvel, por exemplo. Gosto é das pessoas ao meu lado.

(Se não era disto que estavas a falar... olha... paciência. LOL mas é que estou cheia de sono... xD e ainda tenho de ir estudar eheh. E apeteceu-me mesmo comentar :P)

'stracciatella disse...

Mas sabes que as mentes também já são pré-fabricadas...

Ana Sofia disse...

Sinceramente disseste tudo!
Afinal qual é o prazer de um amor virtual?
Qual é a sensaçao que se tem ao olhares para a tua suposta "cara metade" atraves de um ecra de computador? Onde esta o contacto fisico ou mesmo as brincadeiras ingenuas que cada casal tem pessoalmente, cara a cara?!
Obvio que nada disso existe, somente palavras sem valor (ate podem ter mas não se sentem da mesma maneira)
Depois de ler o teu texto, penso que afinal a humanidade esta mesmo a ficar dependente das novas tecnologias, em excesso. Não há nada melhor do que uma paixão/amor como os velhos tempos (:

Beijinho

S* disse...

Eu sou romantica e muito apaixonada. E acredito nos amores arrebatadores.

S* disse...

Eu sou romantica e muito apaixonada. E acredito nos amores arrebatadores.

Joana ' disse...

E pronto, focaste o essencial neste teu texto...
Também eu sou adepta de amores que começam com troca de olhares, com provocações discretas... Com tudo aquilo que sempre esteve associado ao amor, no verdadeiro sentido da palavra!
É claro que não sou totalmente contra as novas tecnologias, acho até que dão imenso jeito, quer para falar com pessoas que estão distantes fisicamente, quer para conhecer um sem fim de informações através de um qualquer motor de busca da internet.. Acho-as extremamente úteis, mas são, deveras, incapazes de substituir o toque, o olhar, o cheiro ... existente apenas no mundo real!

Mais um texto magnífico, parabéns.
Beijinho

Mona Lisa disse...

Vim aqui só para dizer a quem não acredita que o "amor virtual" (seja lá o que isso for) existe. Podem crer que existe...e que consegue ser tão intenso como qualquer outro amor. O nível de ilusão é talvez maior, mas o sentimento é o mesmo e leva-nos a cometer exactamente o mesmo tipo de loucuras que cometemos quando amamos alguém na "vida real". Ficamos com o mesmo tipo de saudades, sentimos o mesmo tipo de vontades, acordamos a pensar na pessoa, adormecemos a pensar na pessoa, experienciamos o mesmo tipo de dor...e por vezes partilhamos muito mais do que partilhamos quando falamos pessoalmente com alguém. Se uma relação virtual tem futuro...isso já é outra questão. Na minha opinião não tem. Mas que o sentimento é igualmente forte, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas quanto à isso.

Joana ' disse...

Obrigada por todo o teu apoio André..
No que depender de mim (e sei que só de mim depende), não deixarei nenhuma nuvem voltar a pairar no meu céu.
Obrigada pelo apoio, pelas palavras bonitas e reconfortantes, pela atenção. Um obrigada sincero... :)

Beijinhos

Daniela disse...

Eu acredito em amores à primeira vista e em amores avassaladores, mas também acredito no "amor virtual" porque já me aconteceu.
Assim, consigo perceber as diferenças e semelhanças entre o "virtual" e o cara a cara, digamos assim. E, sinceramente, o único amor virtual que eu senti (e sinto actualmente) foi mais forte que todos os outros.

Conhecer uma pessoa, começar a falar com ela todos os dias até que, de repente, aquilo se torna uma "droga" e não se consegue estar um único dia sem lhe falar (eu sentia que o tempo demorava mais a passar quando se aproximava a hora de ir ao msn e sentia-me terrivelmente triste se tinha de estar um dia sem lhe falar) e sentir que se começa a conhecer profundamente aquela pessoa (isto, obviamente, nos casos em que há sinceridade... já nem me refiro àquelas pessoas que vão para os chats e msn "engatar")... E para contrariar o que disse a Margarida, sim, é possível conhecer uma pessoa através do msn.

Tudo isto pode gerar sentimentos e o facto de se estar atrás de um ecrã não diminui o valor e a intensidade desses sentimentos.

O meu caso começou com conversas normais do dia-a-dia, depois desabafos e assim foi surgindo uma grande relação de companheirismo e amizade e, de repente, já nos estavamos a questionar sobre o que era aquilo que começavamos a sentir e se era normal nos sentirmos tão "agarrados"...

Um aspecto que, penso eu, diferencia um pouco o "amor virtual" das outras relações é o factor atracção. Se conhecemos aquela pessoa apenas atrás do ecrã e mesmo que já tenhamos partilhado fotografias, a atracção que possivelmente vamos sentir é diferente daquela que sentiriamos ou não se estivessemos frente-a-frente. Isto, na minha opinião, é o que leva as pessoas a desenvolver expectativas que, em muitos casos, depois acabam numa desilusão por aquela não ser a pessoa de quem se estavam à espera.

Para terminar, o "amor virtual" também provoca alegrias, tristeza, sofrimento, saudade... quase tudo como numa relação cara-a-cara. Enfim... faço minhas as palavras da Mona Lisa, ela disse em poucas palavras tudo o que eu penso e identifiquei-me totalmente com o comentário dela.

bjinho grande**

Daniela disse...

:D Acho que foi o comment maior que alguma vez escrevi!! xD

**

messy disse...

Acabei de escrever uma verdadeira história de amor, pré tecnologia ;) ;)

São os telemóveis, os tarifários fala a noite toda em vez de vir ter comigo, é o MSN, é o hi5, é o facebook, é o fotolog ...

E o amor assim não dá certo...

Somos culpados e vitimas desta "impessoalidade", mas somos tb nós que temos o poder de a mudar! (:

Muito bom, como sempre!

***

Maria disse...

Não digo que o "amor virtual" é um mito, mas sem dúvida que poderá ser um bocado enganador.
Cá eu gosto muito mais de olhar mesmo nos olhos..

beijinho.

Inês Durão disse...

Não fui eu que escrevi aquele texto, daí estar entre aspas xD
Mas se tiver bastante inspirada é capaz de me sair algo do género, só que ultimamente não tenho tido grande tempo p'ra escrever ..
Eu sim, gosto dos teus textos :)

ClaudiaMar disse...

CURIOSO o teu título! Muito bom, como sempre, o desenvolvimento.A coincidência é que a semana passada um colega fez uma apresentação de um trabalho intitulado Medicina 2.0! Aparecerão coisas boas, sem dúvida, mas também más... nada na vida tem um só lado; temos de contar sempre com o reverso da medalha.
Um abraço.

Fabiana Gomes disse...

Eu acredito em grandes amores, a amor à primeira vista! Quando toca a relacionamentos tento fug ao máximo das tecnologias, nada é melhor que um olhar, que um sorriso e um abraço... Tecnologias nunca poderam transmitir essas emoções! Grande texto e grande tema =)

RB disse...

é isso mesmo: que é feitos dos amores à primeira vista? tecnologia e amor nao combinam e tenho dito.
grande tema, sem dúvida :) beijinho

(obrigada pelas boas vindas :) vou seguir, sem dúvida!)

Joli disse...

Bem, eu não me posso queixar das novas tecnologias no sentido em que conheci o meu namorado pela internet xD Mas nada desses catálogos ou chats, nunca na vida :| Ele é amigo dum amigo meu, e apenas acabámos por ir falando pela net, devido a um acaso. Isso ajudou no inicio a conhecermo-nos melhor, mas só isso. Claro que tinhamos interesse um no outro, mas o verdadeiro amor só surgiu quando nos vimos pela primeira vez, e sim, tens toda a razão... nada como o primeiro olhar, o primeiro toque ^^

Eu acredito no amor verdadeiro e genuíno (como já deves ter reparado pelos meus textos eheheh), e que é possível o amor à primeira vista e todas essas coisas que muitas pessoas da nossa idade já acham "old-fashioned". Enfim, sou uma amante e romântica incorrigível xD E para mim, começar namoros pela internet não dão :| Nem tão pouco escolher alguém por uma lista de critérios. Mais uma vez, e tal como disseste, aquele impacto, aquele palpitar acelerado, o corar, o saber que somos correspondidos... como é que isso é possível com alguém que não conhecemos, e que nunca vimos (nem tão pouco sabemos quais serão as intenções dessa pessoa)?

Enfim, sou como tu xD Amor tem que implicar contacto directo, e amor à distância é possível, mas somente quando se tem uma relação séria.

Beijinhos*

Ana Rita disse...

Amazing :)

B. disse...

Ainda no fim de semana ouvi umas palavras como estas..incrivel!! Concordo contigo e estou sem palavras... bjo

Inês Durão disse...

Gostei deste principalmente .
É exactamente o que eu penso quando começo a magicar onde páram as cartas de amor e afins . As cartas essas já não existem, agora no maximo mensagens de meia duzia de palavras, e devido à intelectualidade reduzida do ser humano apaixonado, bastam para conquistar .
Mas enfim são assim as novas tecnologias :)
Vai visitando , agora já tou de ferias pode ser que me inspire xD

Bia disse...

Dizer que escreves bem bem e que tens interessantes pontos de vista acerca dos mais variados assuntos, é pouco, muito pouco!!!
Gostei de te ler, especialmente aqui!


"O que possui eventualmente o poder de nos aproximar, acaba por ironicamente nos afastar irremediavelmente e de forma clara, pois o contacto físico de um simples toque de pele é quebrado, e aos poucos devorado e substituído por um contacto absolutamente frio, baseado na distância de proximidade oferecida por um qualquer ecrã de computador."


(concordo inteiramente com tudo aquilo que dizes!=D)

*

André disse...

@ Margarida: Era precisamente isso a que me estava a referir captas-te e bem o principal teor da mensagem que queria transmitir. Espero que o estudo não tenha sido atrapalhado ehehe. ;D Não se descuide haha. Concordo quando referes, que as tecnologias sejam facilitadoras do processo de comunicação, isso é sem dúvida um facto que é inegável, para aproximar e tornar mais perto as distâncias. Agora criar um sentimento tão forte e acima de tudo tão físico como o amor, baseado só em tecnologias sem incluir contacto físico jamais. Espero que te continue a apetecer sempre comentar. ; D

@'stracciatella: Infelizmente e ao que parece, muita coisa neste mundo começa a ser pré-fabricar, e vai-se perdendo o genuíno da coisa, o que não é nada positivo, não…
@ Ana Sofia: Absolutamente de acordo com o que referiste, principalmente quando te debruças, sobre um ponto fundamental, a enorme dependência da humanidade face às novas tecnologias, principalmente quando essa dependência toca os sentimentos a mim assustas-me um bocado, que se percam gestos e atitudes, que são fundamentais para que o amor aconteça, exista e perdure. E essa espécie de amor virtual acaba por quebrar um pouco todos esses gestos e sentimentos que deveriam ser partilhados a dois, e não com uma barreira chamada ecrã, que impede que o contacto físico predomine e aconteça.

@Joana ': O amor real, e verdadeiro, só faz sentido se assim for, se nascer de um contacto físico visual, que se renda ao toque, aos olhares com poder de apaixonar. Existem sentimentos que são simplesmente impossíveis que reproduzir que apenas e só se podem sentir quando nos deparamos fisicamente com essa pessoa, o amor é um fenómeno que necessita da química do contacto, do cheiro para que aconteça na realidade. Obviamente que as tecnologias têm esse poder enorme, que aproximar pessoas, “matar” saudades, encurtar distâncias, nisso eu estou plenamente de acordo com todos os que o referiram. Obrigado por teres gostado do texto. ; D

@ Mona Lisa: Existir será porventura um termo demasiado forte, concorde que essa espécie de “amor” virtual, ou outro qualquer termo com que o possamos catalogar, possa despoletar, e uma empatia muito especial nasça dessa interacção. O que não consigo estar de acordo, é que seja tão forte, e que a intensidade de sentimentos, face a um amor “real”, que envolva toque, contacto físico, trocar de carinhos, até porque é impossível simularmos, um troca intensa de olhares, é impossível rendermo-nos a alguém, como nos rendemos face a um qualquer beijos que nos corte a respiração, sentimentos e momentos desses, são impossíveis de ser reproduzidos, são estados de alma que só são alcançados face a um contacto próximo, a uma partilha que jamais poderá estar inerente a uma qualquer objecto tecnológico. Não quis nunca por em causa o amor virtual, longe de mim, quem sou eu para questionar a moralidade de quem os sente. O foco do meu texto, é sim, a substituição aos poucos de comportamentos de gestos, de partilhas que aos poucos se vão perdendo face aos avanços da tecnologia, assustas-me a perde de identidade de um amor, que se quer real que se quer pleno de cumplicidades, face a frieza dos meios tecnológicos. Não coloco em causa a força desse sentimento que obviamente sei que existe, mas sim a consequente substituição de algo que considero tão puro, tão dispensável desses utensílios tecnológicos, ainda assim concordo como muito do que disseste, gosto do teu ponto de vista. ; )

André disse...

@Daniela: As diferenças são marcadamente vincadas, concordo quando dizes, que possivelmente através de um ecrã poderemos conhecer numa primeira instância o interior de alguém, muito mais facilmente do que num eventual primeiro encontro, onde a atracção do físico porventura irá sobrevalorizar-se perante o interior. Mas quando os sentimentos evoluem e são recíprocos, não se conhece verdadeiramente alguém, o seu interior, a sua real personalidade a fundo, se não estivermos efectivamente em contacto com alguém, pois só assim, através da partilha de sentimentos, de situações, cumplicidades, poderemos realmente ter o privilégio de conhecer verdadeiramente o ser na sua plenitude, e não apenas e exclusivamente aquilo que nos querem mostrar, uma perspectiva que acaba por não ser global. É através de um contacto físico mais marcado, que conseguimos ter acesso ao bom, mas também ao mau, que conseguimos fundir-nos com quem gostamos, acho que um amor pleno só assim faz sentido. Concordo com o teu último parágrafo, e não o ponho em causa, simplesmente acho que o nível de intensidade não será efectivamente igual.

@messy: Capas-te na essência o que queria transparecer das minhas palavras. (: A mensagem que o texto ostenta, centra-se e é direccionada para isso mesmo, para a perda cada vez mais evidente da impessoalidade, e o facto que toda essa panóplia de tecnologia, é enganadora, porque acaba por afastar muito mais do que aproximar as pessoas, o amor pena que nem todos o entendam assim… Cabe-nos a nós contrariar essa marcha. ;D


@ Maria: Não podia estar mais de acordo contigo, nada como olhar nos olhos, nada como a magia do toque, e tudo mais, e mais. ; D


@ ClaudiaMar: Certamente que tudo tem e apresenta os dois lados, o bom e o mau, e eu não coloco em questão a mais-valia que os meios tecnológicos, ostentam até no seio de uma relação, de um amor, obviamente que existem coisas nos meios tecnológicos que ajudam a criar laços e ajudam a mantê-lo, a manter a chama acesa, quando é na realidade impossível e impraticável o contacto físico. Os pontos positivos também existem é certo. Muito obrigado por teres mais uma vez gostado eheh. ; D
@Fabiana Gomes: Essa afirmação, simplifica tudo e muito do que disse, dificilmente para não dizer mesmo, jamais, qualquer tecnologia, terá o poder de simular e de transmitir emoções, como olhares, sorrisos e afins. Sentimentos tão próprios que não poderão ser reproduzidos de qualquer forma, pois apenas pessoalmente poderão ser sentidos. ; ) Muito obrigado ; D

André disse...

@RB: Sem Sombra de dúvida que pouco ou nada combinam. Que esses amores nunca se percam e que continuem a eclodir vezes sem fim. ;D Obrigado por teres gostado do tema, realmente andava-me a fazer confusão e tinha que escrever algo sobre o mesmo.


@Joli: eu também defendo essa tese, que as tecnologias têm e assume esse poder de auxiliar o processo de conhecimento, do descobrir da personalidade. Mas que o verdadeiro amor, só surja fruto de um contacto físico intenso, desses toques e olhares que tão bem referiste, só assim pode acontecer algo tão puro. Xd Não, ainda não tinha ainda percebido tal coisa, como deves calcular estou a ser irónico. ;D Obviamente que dos teus textos brotam esses sentimentos genuínos , puros directamente cá de dentro! É notório que muitas pessoas da nossa idade já têm essa percepção do sentimento, que já considerem essa visão mais cor-de-rosa, ultrapassada, cabe aos que acreditam irredutivelmente remar contra a maré. Impossível sim é que gestos, emoções e sentimentos que tão bem referiste, aconteceram face a duas pessoas que nunca tiveram qualquer contacto físico, e que até que estejam juntas na realidade muito dificilmente irá acontecer. Amor á distância é sem dúvida possível quando assente nesses moldes que referiste, por experiencia própria, certo? ;D


@ B. Deduzo que tenham sido de facto palavras acertadas. ; D É bom saber que concordas comigo, gosto de não me sentir sozinho neste pensamento, se formos um núcleo grande e forte, tudo se torna mais fácil : D


@Inês Durão: Concordo que as novas tecnologias, acabaram inevitavelmente por “matar “ todos esses processos de conquista, mas acima de tudo de dedicação que anteriormente eram efectuados, o amor neste momento com os meios digitais, foi reduzido ao mínimo denominador comum. Perdeu-se muita da magia inerente à do estado mais puro do sentimento. Ainda bem que gostas-te ;D Prometo que vou passar mais vezes, e ver por que caminhos te levam essa inspiração. ;D

@Bia: Antes de mais deixa-me agradecer tão grande elogio. ; D Também considero essa uma das principais passagens, senão a mais marcante e a que mais significado apresenta. É realmente um paradoxo tremendo, pois o poder enorme que a tecnologia tem para nos aproximar, na realidade afasta-nos, pois aproxima-nos de uma forma distante em parte contra-natura. ; )


Quero ainda expressar o meu muito obrigado a todos os que contribuíram com respostas que rematam e muito bem o tema abordado, espero ter dado resposta a todos esses pontos de vista. ; D Pelo menos vou tentado à medida que surjam.

Beijinho ; D

sunshine disse...

Se não houver o tal "click" isso sim nada há muito a fazer para que a relação evolua.

Beijinho *

P.S. Obrigada pela mensagem, foste muito simpático

Hermione disse...

eu também n me habituo a estas modernices. tudo bem que os telemoveis e o msn da mt jeito pra conversar qd n se pode estar c a pessoa amada. mas conhecer alguem por telemovel ou msn, sem haver olhares, toques, etc, nao me entra na cabeça. beijinho

Margarida disse...

Isso mesmo. Eu sou uma pessoa de físico. xD (toda a gente goza comigo e é porca quando eu digo isto, mas não é para levar para a porcalhice -.-') Gosto do contacto com as pessoas. Estar ao lado, beijinhos, abraços and so on :P

Mafalda disse...

Começo por referir - que li este comentário do principio ao fim no mesmo estado: sorriso atrapalho.

Acho que agora variei ^^ nunca
me tinha sentido suficientemente "à vontade" para referir que os teus comentários tinham efeitos secúndários como: sorrisos, cor vermelha no rosto, atrapalhação, falta de palavras - falta de palavras porque as tuas são grandes: enchem-me a alma, sobem-me o ego!

Cada vez mais este teu cantinho apela o meu interesse, e sobretudo o meu "bem estar".

Confesso: adoro entrar "em casa" e ver que "me escreveste".
Adoro: adoro porque me deixas fluir em "ti".

Começo agora a repetir-me, mas já estou esgotada em palavras, mas nunca em sensações - sim fazes-me sentir!
Sinto o que escreves, a maneira como escreves: a tua expressividade. Isto porque consigo sentir o que está por de trás das tuas palavras, consigo encontrar "fragmentos do André".

Dás cor: dás cor ás palavras. Do teu lado, elas jámais são negras. Podem ser neutras, mas isso é suava. Mas normalmente, dás-lhe um tinta - observa-se o que escreves como se as pintasses, desenhassses.

Dás vida: ao dares cor, dás vida ás tuas palavras. é como se as visse mexer - não vejo mas sinto. E digo-te são grandes, grandes palavras, de um grande escritor. é isto que te considero: Grande.
És grande na vida as palavras.

Sabes que acho que tanto talento só pode vir dos sentidos - nos sentidos estão as sensações: adoro essas, adoro a maneira como as interpretas, como jogas com elas, como as conjugas, como as defines.
Tens estas, contigo!
Estão agarradas à beleza dos teus sentidos.

Aqui reflectes a tua iamgem: como tens os sentidos, reflectes como és.
Acho-te - um oceano lindo de escrita. Tens encanto, dás encanto.

Estou viciada, estou presa - presa e flutuo neste mar de palavras, palavras que são sentimentos, sentimentos que transmites tu em belas artes.
Adoro sentir isto quando te leio, adoro as emoções que descreves.

Tu tornas toda a tua escrita palapavel - como já refeir, tu colocas as sensações e associada a esta, estão os sentidos: os 5 sentidos.

Olfacto: As tuas palavras cheiram: têm um perfume suave - como "te imagino" a ti.

Visão: As tuas palavras vêm-se, vêm-se porque tu descreves de uma forma tão cativante, que a tendência é imaginá-las.

Audição: As tuas palavras são como sussurros leves: calham sempre bem!

Tacto: As tuas palavras permitem a sensação de toque - a vontade é "agarra-las" para não perder as sensações. É tocar para elas não escaparem!

Paladar: As tuas palavras sabem a doce - porque a maneira como tu descreves, dá vontade de as "beber".

Sinto tanto quando te leio - deparo-me numa cascata de sentimentos: activos!

Mafalda disse...

Quanto ao teu texto: Adorei.
Isto sim parece um cliché.

A minha interpretação parece sempre a mesma, mas realmente as tuas palavras deixa-me sempre com o mesmo sentimento: "Onde é que ele vais buscar tanta força literária?"

Esta perfeito o teu ponto de vista - desde o titulo até ao final, é sublinhar o texto, para retirar as ideias mais importante, mas sublinha-lo todo.
Isto porque tu prendes-me, do principio ao fim, sempre com o mesmo entusiasmo-

Tu tocas realmente na questão - fascinas!

Eu adoro a realidade: a realidade é tudo o que é baseado em sensações palpaveis, visiveis aos olhos - mas discordo que estas possam ser possuidoras de maior sentimento que a distância em on-line.

Não acredito que se forme "amores" por de trás de um computador, mas acredito que se acendam chamas e se apele o conhecimento por este - afinal isto é um meio de comunicação, que é instantaneo. As pessoas trocam ideias, culturas, diferenças, etc á velocidade da luz. Permite dar a conhecer um pouco da nossa realidade e do nosso ser.

Acredito que isto é a primeira etapa - o conhecimento. Depois disto, acredito que surja: interesse, fascinio - mas tudo baseado em ilusões (no mundo real também temos muitas, mas neste "por de trás" a tendência é subir mais alto ainda).

A segunda fase - o chamado amor - esse só pode ser conseguido com o contacto.

Os olhos tem de ver, as mãos tem de sentir, o nariz tem de cheirar, a boca tem de aprovar: é formado um conjunto de aspectos que é só permitido em contacto.

Acredito que "por de trás" podemos conhecer e sentir o dito interesse; mas o amor, só pode ser vivido quando sentido, e o sentido só pode ser mesmo sentido quando "tocado", "visto".

Grande beijinho **

P.S. – Acho que me tornei um bocado confusa nesta expressão de ideias. Entrei um bocado em conflito comigo mesma para abordar a tua exclente escolha de tema para um texto.
E dando realmente valor á repetição, volto a dizer que adorei. Acho que foi dos teus melhores textos: está de facto muito bem escrito - a perfeição começa a ser o teu ponto de focagem.
Desculpa a pouca elaboração, mas estou realmente perdida em tanto talento André **

Joli disse...

Nem sei como agradecer a paciência que tiveste para escrever um comentário daqueles. A sério, muito obrigado. Eu estou perdida, estou muito triste. Foi como se todos os meus textos mais sentidos tivessem ruído, transformado-se em pó... Mas espero que com o tempo esta dor desapareça.

Obrigado novamente pelas tuas palavras e pelo teu apoio. É sem dúvida reconfortante saber que posso contactar com tantas pessoas. E tu és uma delas :) Obrigado mesmo. Beijinhos*

Martiniska disse...

eu cá construo o meu amor bem real dia a dia... há muiiiitos dias :)
mas as tecnologias vão dar muito jeito por exemplo enquanto ele estiver na suécia... :)


beijinhos

Fabiana Gomes disse...

Escreves de uma maneira, lindas palavras:)


(já estou a seguir o teu blog :D )
Beijo.

Lady me disse...

Olha, nem de propósito, uma amiga minha vai casar daqui a umas semanas e eles conheceram-se por Internet, depois pessoalmente e agora vivem juntos e vão casar. Mas... Este tipo de amor não me atrai, definitivamente, não!

A impessoalidade não traz nada de bom às relações, acaba com os primeiros olhares, como tu falaste, com as primeiras palavras envergonhadas, o primeiro beijo inesperado. Sei lá. Faz-me imensa confusão. É mesmo como tu dizes, agora vai-se a uma qualquer rede social e parece um catálogo de possíveis "namorados", por catálogo eu só escolho roupa.

Beijinho, adorei o texto

Anónimo disse...

ler todo o blog, muito bom

Anónimo disse...

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